domingo, 7 de setembro de 2008


Não sei bem quando foi que achei que ia ser difícil.
Bem, fácil não foi, mas não pelas razões que imaginei.
Ele disse que entendia e que também não queria que fosse desse jeito.
Só.
Eu passei horas, dias... imaginando todas as respostas que ele podia dar e para cada uma delas uma forma de me proteger de possíveis recaídas.
Mas uma concordância apenas, assim, sem desculpas, sem justificativas, me pegou meio desprevenida.
Eu só consegui dizer que poderíamos continuar conversando, que isso não precisava mudar.
Ele agradeceu e desapareceu pelo nosso mundo virtual.
Fiquei com uma sensação estranha. Um vazio. Um choro que não veio, uma dor que não explodiu, um abandono.
Nunca imaginei que dizer para alguém ir embora pudesse deixar uma sensação de ser abandonada.
Essa decisão foi pensada e repensada durante meses, foi postergada, foi negada, foi tão perseguida e ao mesmo tempo evitada. Tornou-se a única possível. E agora, expõe de vez o que a existência dele ainda teimava em camuflar.
Nem um abraço, nem uma palavra. Nem um beijo, um desejo. Nada.
Simplesmente a solidão.

Um comentário:

Adao Braga disse...

ação, reação, consequencia