sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Na contra-mão

Sempre que eu falo tenho a sensação de que deveria falar coisas mais relevantes, coerentes e importantes.
E sai tudo ao contrário.
Sempre que eu escrevo procuro leveza, humor, desapego, simplicidade.
E sai tudo ao contrário.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Oferta

Visualiza a situação: você passando por uma vitrine vê um sapato lindo e ultramoderno por aquele precinho convidativo. Claro que você arremata o item no maior orgulho e nao vê a hora de usar e mostrar pra todo mundo no trabalho como vc é descolada.
Só que na hora de sair de casa com ele vc percebe que suas roupas não combinam. E conforto? Ninguém falou que era item opcional nesse caso. 
Mas vc está lá, usando um sapato moderno, que não serve direito nem fica muito bom em você só porque tá muito na moda e vc comprou numa super oferta. 
Sabe, quero acreditar que a capacidade humana de se colocar em situações ridiculamente desconfortáveis é inata. E que faz parte do processo de evolução. 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Comportamento

Essa semana reli um texto antigo lá do blog do Murdock, com o sugestivo título de ‘você iria pra cama comigo hoje à noite?’.  É sobre uma pesquisa de comportamento onde o ponto era testar a receptividade a essa pergunta entre homens e mulheres.

Basicamente os homens não tem muito critério na hora de escolher a transa, o negócio é chegar oferecendo e pronto. Já para rolar sentimento o buraco é mais embaixo. Ou melhor dizendo, não é.

Esse texto me faz pensar em mil coisas, questionar pelo menos umas 990, concordar com boa parte delas e querer reescrever a história da humanidade.

Não sei se porque vida me bateu demais acabei criando mais conforto na situação do negócio puramente mecânico. Quando sentia cheiro de sentimento aí embolava o meio de campo. Ou pelo menos eu achava que era assim. No fim das contas quem se embolava era eu mesma.  Fiquei durante muito tempo achando que tinha criado um comportamento tipicamente masculino, aquele de sexo é sexo, amor é amor, que não percebi que no meio do caminho entre um e outro podiam existiar tantas outras coisas. E pasmem!!! (essa sou eu falando comigo mesma) Essas outras coisas faziam o tal do ‘sexo é sexo’ ser diferente de ‘apenas sexo’.

Resumindo a bagaça toda: já saquei que separar sexo de amor pra mim faz sentido. Mas pra chegar nos finalmentes precisa de um pouco mais do que só chegar intimando: você iria pra cama comigo hoje à noite?  
E pra se dar conta disso só quando a gente se vê de frente para a possibilidade e percebe que não tem vontade. Aquele caminho entre um e o outro não vale a pena ser percorrido.  

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A incrível e difícil arte de dizer não

E' tudo uma questão de posicionamento, claro.
Eu provavelmente vim ao mundo com a difícil missão de aprender a ser objetiva. Ou assertiva. Ou sabela como se diz isso. Eu não sou objetiva! Sou enrolada, atrapalhada, sofro pacas pra fazer escolhas e me torço em tiras pra dizer um simples não. Não amigo,  se trabalho ta uma droga. Não, eu gosto mais do prata ao invés do dourado. Não colega,  você e uma idiota e não preciso de pessoas assim na minha vida. Nao eu nao vou te dar um troco deixei o  carro 5 minutos aqui e vc nem estava qundo eu cheguei. Não meu filho eu não quero mais dar pra você. 
Mas ao invés disso o que eu faço? Dou 150 voltas, uso todas as palavras do dicionário, rezo pra que pra bom entendedor meia palavra (ou 299) baste, enrolo e não digo não.
Desenvolvi uma capacidade maravilhosa de desviar assuntos, argumentar longamente e criar subterfúgios que justifiquem minhas desculpas. No fim das contas eu fico parecendo meio louca, um tanto perturbada e indecisa. Maldita necessidade de aprovação! 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Erro de digitação

A   M    A    R   G   A

- O SR. Criador tinha que ter errado logo comigo???
Quando foi escrever lá no meu perfil, não podia ter escrito:


A  M   A   G   R   A


???????